Esta é a sexta edição do Rio Innovation Week. Foram duas em 2022 e depois uma por ano até esta de 2026. E eu nunca tinha ido. Sou adepto da máxima que diz: “Evento que não me convida, não merece a minha presença”, e é isso, nunca fui convidado, nunca fui.

E por que fui este ano? Porque um amigo me enviou um link com um convite grátis e minha filha Júlia está trabalhando lá. Grátis atualmente meus amigos, até injeção na testa, ônibus errado para qualquer lugar. E não gosto de desperdiçar oportunidades para ver a Júlia trabalhando e encontrar com ela. Ela é um amor.
E por que aplico a máxima neste tipo de evento? Porque tenho preconceito com tudo. Sou um homem muito preconceituoso. É um evento grande, enorme, bem financiado, bem produzido, para um mundaréu de gente. E é aí que me pega… em minha preconceituosa opinião, boa parte do público é composto por Linkediners que mal sabem configurar um iPhone, e vão para estes eventos posarem de inovadores e fazerem fotos para os seus Instagrams. De tecnologia, de filosofia, de futuro, de trabalho mesmo, eu os tenho em muito baixa conta. Além de preconceituoso, sou também modesto. Se eu fosse um tiquinho mais modesto, eu seria perfeito.

E engana… andando pelo evento tem-se uma perfeita ilusão de que o Rio de Janeiro é composto por uma vanguarda de pensadores, pesquisadores, inovadores e empreendedores. Gente bonita, em estilo executivo, em um ambiente bonito, seguro… assistindo palestras com títulos inspiradores, mas que no dia seguinte voltam à mediocridade que por aqui é o normal. É um evento que os produtores habilmente e muito competentemente produzem com dinheiro de leis de incentivo, para um público que mais do que aprender alguma coisa, quer posar e fazer networking.
Desculpem a minha rude opinião, eu já disse acima que sou preconceituoso e me tenho em muito alta estima. Muito.
Meio que contradizendo tudo o que escrevi acima, a única palestra que assisti foi boa. Os palestrantes equilibraram-se muito bem no fio de uma propaganda de si mesmos e contarem coisas realmente interessantes. Foram modestos o tempo todo, o que é sempre um forte sinal de que realmente entendem das coisas, pois afinal, “quanto mais sei, mais sei que nada sei”.

Recomendo ir. É bonito, muito bem arrumado e ainda poderás entrar na nossa Nau Capitânea, o incrível NAM Atlântico. Maior navio de guerra da América Latina, ele é uma lindeza. Navio Aeródromo Multipropósito. Amei. Vá lá.











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