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TV Aberta acabando a cada dia.

Vindo hoje para o escritório eu ouvi no rádio que pela primeira vez na história do Brasil, as verbas publicitárias para Internet superaram as verbas da TV Aberta. Era uma tendência, que finalmente se concretizou.


Muito se pode falar sobre este assunto, mas é aquilo… a TV Aberta também deu e está dando muito mole… ruim. A programação da TV Aberta é quase um lixo, que não atrai as pessoas.
A grade de programação, implantada pelo Walter Clark no início dos anos de 1970 na TV Globo, depois tão bem desenvolvida pelo Boni, foi a ferramenta que tornou a TV Globo tão próspera. Grade bem feita, bem precificada, bons produtos audiovisuais. Sei que é uma explicação simplista, muitos outros fatores combinados fizeram a TV Globo chegar onde chegou.
Porém, todavia, contudo, de uns tempos para cá tudo envelheceu demais, a TV parou de inovar, parou de se reinventar, vagabundeou-se, o jornalismo entrou na onda Woke, parou de fazer conteúdo infantil e o resultado é este, ninguém mais quer ver TV aberta.

Minhas filhas, por exemplo, uma com 30 e outra com 20 anos, não foram cativadas pela TV, que as abandonou. Agora, não podem chorar.

Na Copa, todos querem ver os jogos na Cazé TV, que acham muito melhor.

A TV não desenvolveu o Ginga, o Canal de Retorno, o On-Seg, o Datacasting, a Multiprogramação… Todas possibilidades presentes na especificação da SBTVD, que nunca foram implementadas.
O 4G, 5G, Streaming, comeram o mercado e vão transformar o conceito de TV Aberta em algo inútil nos próximos anos.
As TVs abertas teriam que investir inteligentemente, pensando na qualidade, pensando em novas possibilidades tecnológicas, pensando eu como atrair o novo público.

Mas não, só pioram e olhe que até ontem ainda tinham as maiores verbas.. imaginem como vai piorar agora que não tem mais?
Ladeira abaixo. Não tem gente boa e inteligente tocando este negócio. Devem ter botado contadores para gerenciar mais este negócio.
Este é o verdadeiro mal do mundo, contadores tomam conta de tudo.

FANDOM UFF

E no último dia 28 de maio, dia do meu aniversário inclusive, tive a oportunidade e o prazer de palestrar para os alunos da UFF durante o evendo FANDOM. Criado pelo Instituto de Arte e Comunicação Social – IACS, o Festival Acadêmico Novos Desenvolvimentos e Outros Movimentos pareceu-me ser muito interessante, vejam o que rolou clicando aqui.

Digo pareceu-me porque eu não tive tempo para explorar. Saí às 16:40h da Barra da Tijuca e somente consegui chegar ao novo IACS às 19:20h, dez minutos antes do horário da minha aula/palestra. Com o advento do home office nas sextas-feiras, as quintas- feiras são o novo DCE – Dia Carioca dos Engarrafamentos e foi realmente estressante sair do Rio de Janeiro, pois há engarrafamentos em todas as vias. O transporte, o trânsito carioca, são mais uma faceta do inferno da cidade que um dia, muito tempo atrás, foi chamada de maravilhosa.

Quem me bizurou perguntando se eu estaria interessado foi o Mário Nakamura, que ao receber o meu sim falou com a Fátima Rendeiro que finalmente indicou-me ao Coordenador do Curso de Graduação de Publicidade e Propaganda da UFF, o Professor Eduardo Murad. É isso, Network, os amigos indicam os amigos que indicam para outros amigos e assim o mundo vai girando.

Eu pude escolher o tema da minha Palestra e não foi fácil, pois posso falar, e muito, sobre muitos assuntos que misturam a minha trajetória profissional, pessoal e acadêmica. E tudo se mistura em minha vida que começou no estúdio da Artplan e depois passou por outras agências, TV Globo, Intervalo, Easynet, D+, Imagina, Bitix, Motozoo, Olhando a Cidade, Unirio, PUC-Rio, entre outras experiências. Minha trajetória acadêmica levou-me da Licenciatura em História, Especializações em História da África e ao Mestrado em Artes e Design.

Na sequência de minha vida fui montador, arte-finalista, artista gráfico, chefe de estúdio, diretor de arte, designer, animador em sistemas de computação, diretor de filmes de animações e VFX, empresário, sócio de agência de propaganda, fundador de um dos primeiros provedores de internet do Brasil, jornalista, professor de história, mestre em artes e design, palestrante.

Quando sou convidado a falar, ou escrever, tudo isso vem na cabeça e eu vou falando sem parar. No FANDOM, por exemplo, na minha cabeça eu falei 5 minutos, mas tive que ser expulso da sala porque já tinha falado 2 horas e às 22hs os alunos estavam doidos para irem para a Cantareira.

Agradeço ao Mário Nakamura, a Fátima Rendeiro, ao Eduardo Murad. Agradeço também a minha filha Joana Rei e a Mônica Monnerat, que me deram apoio moral no engarrafamento. Ao companheiro de trabalho e prêmios, o Animador, Professor de Desenho Animado, Filósofo e Professor de Educação Física Levi Luz, que gentilmente também compareceu para prestigiar minha palestra.

Adorei. Que eu seja convidado para muitas mais. Amém.

Reunião Jedi no Catete

E ontem, provocado pelo Mario Nakamura, muito mais Jedi do que eu, fomos novamente a uma pré-estréia, em um evento coordenado pelo Conselho Jedi RJ.

Esta foi a minha segunda participação.

Anos atrás fomos em outra pré-estréia. E muitos mais anos atrás, compramos juntos um Yoda animatrônico, que tinha a função de nos ensinar a usar um sabre de luz Jedi. Cada um comprou um. De frente para o nosso Yoda cibernético, tínhamos que fazer movimentos que um sensor capturava e nos incentivava. “Begin you will. Your Jedi training, young apprentice”. KKKKK, muito bom.

Com o tempo a borracha do nosso Yoda foi estragando e muito depois ainda pilhas vazaram dentro do meu sabre, e foi tudo para o lixo, infelizmente.

Para o evento de ontem comprei um sabre novo, um novo manto e foi um grande barato encontrar com a comunidade Jedi, apertar a mão do Brian, responsável pelo Conselho Jedi RJ. A Myriam Gallagher também foi com seu filho e o Naka com o Tom. Pequenos padawans…

Curti o filme, infantil, mas bem feito e com muita ação. Para adultos, só sendo muito fã mesmo, ou para levar os filhos.

Minha Contribuição…

Senhoras e Senhores, parabéns pelo evento.

Eu estava indo, até escolhi de manhã uma camisa “de botão” para sair bem nas fotos, mas 1 hora e pouco de engarrafamento da PUC até o túnel Rebouças acabaram com a minha energia. Fiquei imaginando, tive muito tempo para isso, a dificuldade de arrumar vaga na Rua Alice e toquei pra casa. Cheguei em casa e capotei, acordando quando já eram mais de 23hs.

Vi que foi legal, vi a Karina Rei participando, para mim sempre um diferencial, e acho sempre muito bom as pessoas se reunirem para falar sério sobre qualquer assunto, e este assunto, é sério. Mas, eu sou meio cético e bem prático sobre este tema. Em minha opinião não existe este negócio de IA, de um tempo para cá, TODA A COMPUTAÇÃO é IA, simplesmente porque agora ela pode, agora está disponível para tudo e FINALMENTE o computador ficou pronto.

Finalmente o computador ficou capaz de preencher as suas funções arquétipas, que, por exemplo, Stanley Kubrick viu em 1968 quando fez o seu filme 2001 uma Odisséia no Espaço. O Hal, o computador que falava e interagia com os astronautas.

O computador nasceu para isso, para ser o papai sabe tudo, mas até o advento da IA, o ponto “da singularidade”, quando velocidade, latência, bancos de dados e capacidades de síntese se uniram e foram capazes de entregar o que sempre se esperou do cérebro eletrônico. Gilberto Gil disse “O cérebro eletrônico faz tudo, faz quase tudo, ele faz tudo, mas ele é mudo”, pois é, ele era mudo, hoje ele fala. Absolutamente qualquer coisa que você faça de hoje para frente em um computador, usará o que estamos chamando no momento, de IA. Um programa simples de Receitas de bolo, usará IA, porque com facilidade o programador terá acesso a estas ferramentas e fará um programa que as use.

Para comparar, quando do advento dos carros injetados, todo carro colocava um i no nome, para mostrar que era injetado. Hoje não se coloca mais, pois todo carro é injetado. Com a IA eu acredito que será a mesma coisa, em breve não se usará mais IA, pois como eu disse antes, TUDO é IA daqui para a frente.

Nós publicitários já vivemos outros choques no passado. Quando comecei na propaganda na Artplan em 1979, para fazer um anúncio precisávamos de um DA muito bom desenhista para criar com Stabilo, um redator para escrever com máquina Olivetti o texto, depois um estúdio muito bom para desenhar com nankin e curvas francesas, colar com cola de borracha, do Benício para ilustrar, do Ayrton Camargo para fotografar, do Estúdio Alpha para fazer as fotocomposições e do motoboy para levar as artes para o fotolito. Não tinha sido inventado o microcomputador e nem o FAX. Filmes, montavam-se na moviola, porque não se conseguia gravar e editar usando vídeo.

Vejam o quanto mudou muito e ao mesmo tempo NADA. Pois o que temos para oferecer são as idéias e o processo organizado de produção, coisas que não mudaram. Quem tem “braço curto” vai continuar com braço curto, quem não é criativo não fica criativo com a IA, quem não é organizado, não fica organizado com a IA. Na verdade a minha experiência tem mostrado que a IA potencializa AINDA MAIS quem já sabe fazer e tem as qualidades necessárias. Tenho percebido que ao invés de igualar por baixo, o que muitos tem medo, a IA permite que os de cima voem ainda mais alto.

Esta seria a minha contribuição.

Atenciosamente.

Mário Barreto

Artigo Publicado na Revista DAT Journal

Tenho a alegria de compartilhar a publicação do meu novo artigo acadêmico, que aborda o tema da Computação Gráfica, com foco na formação das primeiras equipes de profissionais da TV Globo.

O trabalho foi publicado na revista Dat Journal ] – Design Art and Technology, referência na área.

Agradeço aos profissionais e também ao apoio institucional que tornaram este trabalho possível.

https://lnkd.in/d9-UcG97