|
O trote de calouros: qualquer trote de calouros tem que ser proibido. Definitivamente, tais os absurdos que acontecem. Morre um calouro, outro é aviltado, terceiro fica gravemente machucado, então há uma forte repercussão na imprensa. Passam a falar em festa de recepção aos novos universitários, as notícias parecem que são boas, os veteranos tomaram juízo e de repente um novo absurdo é publicado. Nova morte, novos agredidos física e moralmente. Parece que sempre há veteranos ressentidos, complexados, revoltados, recalcados e novas provas são criadas. E lá vem mortes, fatos indignos, pais vociferantes, dirigentes universi-tários prometendo medidas severas, veteranos lamentando as ocorrências e tudo se acalma. Até que vem uma nova catástrofe. MEC, proíba trotes de qualquer espécie, Ministério da Defesa idem, pois há trotes em unidades militares, idem nas Universidades Particulares. É proibido qualquer trote de calouros, ou evento de recepção aos mesmos. Até que de fato haja civilidade, que no Brasil vai custar a acontecer. As torcidas organizadas: clubes devem abolir e as autoridades governamentais e esportivas proibir. Que vantagem as mesmas trazem ao futebol? Nenhuma. Estas torcidas criam profissionais da baderna em meio a um bando de tolos. Brigas terríveis e com mortes, vendas de ingressos que receberam de forma gratuita, espantam mulheres, crianças e famílias dos estádios, interferem na política interna do clube e nem sócios são, fatos a serem arrolados e devidamente divulgados. E estão em conluio com dirigentes inescrupulosos, fazendo campanhas nefastas, que muitas vezes visam conseguir que o clube perca jogos, para deixar mal uma situação política e promover a oposição. Não estou dizendo que situações sejam compostas de anjinhos, mas usualmente até por seus interesses, alguns escusos, lutam para que o time vença. Há até dirigentes profissionais, que se locupletam e até estão mancomunados com empresários, ou com essas torcidas. Mas isto é problema interno de cada clube, só que os "bravos" torcedores profissionais nem sócios são. Como determinados países resolveram problemas semelhantes? Acabando com as torcidas organizadas. A Inglaterra pagou preço caro, para livrar o futebol destes marginais (hooligans). E não pensem que estas torcidas são desorganizadas. Havendo dinheiro, são bem organizadas e até brigam entre si para conseguiram mais benesses dos dirigentes. A censura: já que a crônica esta ditando regras, vale dizer o que penso sobre a censura, já que nos dois tópicos acima fui contra o "é proibido proibir". Sou favorável a proibir trotes e torcidas organizadas, mas contra a censura. Pode ocorrer e até deve acontecer a auto censura. Por exemplo, em empresa jornalística. Este escrito não está de acordo com nossa linha de editorial. Este será um problema entre empregador, a empresa e o empregado, jornalista, ou escritor.Mas vencida esta censura interna, que pode ser até pessoal, que se publique, ou diga, o que se queira. E depois se arque com as consequências jurídicas. Para tanto há tribunais, que cuidam de calúnias, difamações etc. Sempre o Estado pretende que determinados fatos, em nome da defesa da Sociedade, não devem vir à público e vai censurando, censurando, por este ou aquele motivo e lá se vai a liberdade e vêm os nefastos resultados da censura. Então fica combinado, é proibido censurar. Uma pergunta final impõe-se. Proibir trotes e torcidas organizadas não é uma espécie de censura? As exceções que confirmam regras e dão-lhes validade.
![]() Voltar |