COLORINDO A POESIA – Antologia 10 / 2005
Uma dúzia de flores do campo
Ladeadas por dez ramos de oliveira,
Coloridas, perfumadas e vivas,
Depositadas aos pés da montanha secreta.
Um século de busca chegaria ao fim,
Cumprindo milênios até a chegada
Da revolução pacífica que tombaria o medo
Reerguendo a vida definitiva.
E pelo amor de Deus tão fatigado pela espera,
Surgiria um novo sol azul, quente e definitivo...
(Wilson Caritta)
Formaremos um ramalhete com as flores mais belas
Que se possa encontrar entre todas elas
As maravilhas da natureza, o brilho da vida,
A calor do sol, a festa da chuva, o encanto do mar.
Uma dúzia de rosas vermelhas
Enfeitadas com dez miosótis azuis
Uma enorme clareira às margens de um rio
Que carrega em suas águas a doce sensação de alegria
Traduzindo a liberdade de se fazer poesia
Com felicidade em nome da Amizade.
(Araci Barreto)
Não somos belas plantas... Somos gente
e é muito especial ser bela gente!
Plantas crescem plantadas... Gente não.
Gente cresce livre e tem coração.
Mas vento brinca com plantas... O vento...
Amigo de todos... Não tem assento.
Juntando o vento, animal, gente e plantas
estamos cuidando de vidas... santas
Que precisam de água e ar na terra.
Gente que pensa e anda... Não faz guerra.
Gente cuida do mundo e dos animais.
Tudo junto... Colorindo poesia e POSTAIS.
(Célia Lamounier)
E, sendo curta ou longa, a vida é um poema,
que colorida seria, quanto mais puras alegrias,
com menos fantasias a matizarem os postais,
se pintados nos versos de cada dia,... Sem dilema.
Quanto mais amor... Mais flores... Menos vilanias!
Teria o mundo a sonhada paz, sem regimes ditatoriais!
(Marcos Costa Filho)
O nome Antologia quer dizer
bonita coleção de bons autores
e, outrossim coleção de lindas flores,
as quais me junto para oferecer
à mãe de todas elas, a Araci,
que agora deu à luz o bebê 10,
menina bela da cabeça aos pés,
que nasceu sem palmadas a sorrir.
E entre essas flores a Violeta* está
odores de Humildade a espalhar.
*Violeta = flor símbolo da humildade.
(Porphírio Rodrigues)