
O MENDIGO – NILTON JOSÉ DA SILVA
Sobre a beira duma grosseira estrada,
Um mendigo andava pesadamente,
Ia vendo a natureza enluarada,
Com um olhar carinhoso e decente.
Ali perto a uma penha arredondada,
Um cãozinho não era mais vivente,
Tinha chegado ao final da jornada
Por um motorista rude e imprudente.
De repente o mendigo viu o quadro...
Achegou-lhe com vagar e firmeza,
E deu um sepulcro ao corpo macabro.
Até mesmo diante da adversidade
Podemos apreciar a natureza
Ou praticar um gesto de bondade.
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