SÍMBOLOS DE NATAL
Maria Romana da Costa Lopes Rosa
maria.romana32@gmail.com

Estávamos em pleno mês de dezembro; os dias iam ficando cada vez mais frios e o astro-rei surgia, quase sem cor, esmorecido; depois ficava encoberto por densas nuvens; tudo levava a crer que a chuva não tardaria a cair em abundância e o ambiente ficaria mais melancólico, se não fora um melro, que todas a manhãs, logo muito cedinho, cantava alegremente, saltitando por entre os ramos duma oliveira que tinha no meu quintal. Os trinados eram, de tal forma, melodiosos e repetitivos, que mais parecia um hino à vida! Os "bichanos" que, por ali se encontravam, sempre tão ágeis caçadores, apenas se preocupavam com uma nesga de Sol e, na falta desse, enroscavam-se uns nos outros para se aquecerem, enlevados pelo som do belo cântico. A ave parecia anunciar a mais significativa Quadra do ano, a Festa de Natal, esse acontecimento que ninguém deve esquecer!
Eu presenciava, com imensa alegria, toda aquela movimentação quando, de repente, me ocorreu uma idéia genial:
- O melro, os bichanos, a oliveira e o Natal formavam um conjunto de símbolos que faziam grande sentido:
- O melro representava a liberdade harmoniosa; os bichanos, o respeito a essa liberdade; a oliveira, a paz e o Natal, a grande esperança da Humanidade...



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