IDÍLIO DE APOLO – LAURA BRANDÃO

Dezoito anos apenas, uma criança,
Balançando no seio uma criancinha:
Como o botão que a flor, no hastil, balança,
Que mal se afasta, logo se avizinha.

A Inocência nos braços da Esperança
- Com tão pouco a Esperança se entretinha...
Mais humilde que a pobre ovelha mansa,
Mais orgulhosa que a maior rainha!

Anos depois, agora, num retrato
(Espelho tela fiel que aquele tempo alcança)
Vejo a frágil criancinha e vejo a bela criança...

Heroína - santa neste mundo ingrato,
Oh! minha eterna Mãe, credora eterna minha!
Se essa criança eras Tu, quem era essa criancinha?



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