
O sábio é aquele que ama e reverencia a Deus. O mérito de um homem repousa em sua sabedoria e em suas ações, e não na sua cor, fé, raça ou ascendência. *Kahlil Gibran*
Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade. *Alan Kardec*
Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos. *Confúcio*
Não há nada que dominemos inteiramente a não ser os nossos pensamentos. *René Descartes*
O corpo passou a existir da terra com uma substância terrena, mas o formado, em favor da alma,
passou a existir a partir do pensamento do Divino.
*Ensinamento de Silvano*
O mestre disse: Quem chega aos quarenta anos sem ser estimado, não o será nunca mais. *Confúcio*
Você precisa de corpo, mente e alma para realmente ser completo, para ser capaz de derrotar as paixões, assim como a ignorância. *Franzmann*
A LAVADEIRA (fragmento) - CORA CORALINA
Essa Mulher...
Tosca. Sentada. Alheada...
Braços cansados
descansando nos joelhos...
olhar parado, vago,
perdida no seu mundo
de trouxas e espuma de sabão
- é a lavadeira. ------>
Uma pessoa genuína é aquela que sabe que não passa de um grande número de um espetáculo, e o realiza com total entusiasmo. ALAN WATTS
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ESSA MIGALHA - AUTA DE SOUZA
Médium: Francisco Xavier
(Colab.: Emanuel Magalhães Lima)
No reino de teu lar em paz celeste,
Repara quantas sobras de fartura!
O pão dormido que ninguém procura,
O trapo humilde que não mais se veste.
Do que gastaste, tudo quanto reste,
Arrebata o melhor à varredura
E socorre a aflição e a desventura
Que respiram gemendo em noite agreste!
Teu gesto amigo florirá perfume,
Bênção, consolo, providência e lume
Na multidão que segue ao desalinho.
E quando o mundo te não mais conforte,
Essa leve migalha, além da morte,
Fulgirá como estrela em teu caminho.
Ao Pai de tudo,
que não é gerado,
não há nenhum nome dado,
pois por qualquer nome
pelo qual venha a ser chamado,
tem como seu ancião a pessoa que lhe dá o nome.
Mas essas palavras
- Pai, Deus, Criador, Senhor e Mestre -
não são nomes, mas chamamentos
derivados de seus bons feitos e atos.
*Justino Mártir (2 Apologia; capítulo 6)*
REVIRANDO O BAÚ
ROGATIVA - C. A. BEIRAL
Jesus! Que eu possa sempre acrescentar
ao que deixo nas mãos desprotegidas,
minh'alma desejosa de ajudar
às que seguem sem rumo e desvalidas.
Oh! Mestre - se amanhã eu me encontrar
também de mãos vazias e esquecidas,
dá-me forças e amor para aceitar
a maldade das mãos endurecidas!
E que a Luz do Evangelho Remissor
faça de mim humilde servidor,
a todos abraçando como irmão,
Para que, regressando desta vida,
pelo menos, eu deixe na partida,
meu coração, em outro coração!...
TUBINHO - WALDA BALDONI
O Jornalzinho Set-Out/2003
A turbulência do tempo, da vovó à menina
no olhar do ancião é um encantar assustado
a serpentear num tubo de pano, a graça de um corpo
é a arte dos panos a enfeitar a mulher.
Ritmando uns passinhos, recorda a mulher
que na magia da dança um encanto atordoa
volta a mimar
desperta um viver juvenil.
Deslizam mãos trementes
melindrismo em um tubinho de pano
encobrindo anseios sempre lembrados
na troca de olhares, ao tocar nos lençóis.
FÉ - PORPHÍRIO RODRIGUES
Em dias lindos, risonhos,
vou vivendo o meu crepúsculo.
Sou forte, esqueço os meus sonhos,
na Fé está o meu músculo.
Fé, uma virtude séria
difícil de se aplicar...
Quando há dores ou miséria
passamos a blasfemar...
Às vezes, estamos nós
com Jesus na nossa Barca.
De repente... Tempo atroz...
Grande Fé torna-se parca...
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Nasceu pequeno botão
do amor que um dia plantei,
na terra do coração,
na vida que então te dei.
LUIZ CARLOS DO COUTO
A PEDRA Alfredo A. Aranha (1928-2011)
Estática na Natureza ela se apresenta
Visível ou oculta!
Fosca, opaca, colorida, brilhante!
Frágil, forte, mole ou resistente.
Há inusitado mistério
No silêncio de cada pedra!
Sua simplicidade pura de pobreza
Também beleza ímpar da riqueza!
O homem, dela faz uso
Através do tempo!
No progresso que não pára!
HAICAIS
Maria Apparecida Arruda (1931-1998)
Frágeis borboletas
brincam no campo florido
saudando o sol
A suinã floresce
na praça seca e suja
os garis descansam
O frio da manhã
atrasa o relógio sol
dos sem abrigos
Filhote de gato
sem mão, fraco, com fome
brinca com o rabo
Com chapéu de lã
garoto dorme no banco
com os pés descalços
Agachados no ninho
filhotes de andorinhas
com bicos abertos
Tenho certeza que a trova
- poema feito de amor,
é um sonho que se renova
na vida do Trovador.
FILEMON F. MARTINS
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