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ÊXODO
Depois da morte de José - que assinala o fim do Gênesis - o povo de Israel floresceu e se multiplicou no Egito. Os egípcios, porém logo se esqueceram de como José os havia salvo da fome. A gratidão dos governantes egípcios transformou-se em suspeita e ódio.
Ao final de cerca de trezentos ou quatrocentos anos, o número total de israelitas constituía uma ameaça aos egípcios. O Faraó, rei do Egito, tentou reprimi-los utilizando-os como mão-de-obra escrava em seus ambiciosos projetos de construção. O povo, contudo, continuava a crescer. O Faraó, então, promulgou um edito que condenava à morte todo bebê israelita nascido no Egito. Um homem e uma mulher desafiaram essa ordem. Durante três meses, esconderam seu filho, porém era impossível mantê-lo escondido por mais tempo. Sua mãe o pôs em um cesto à prova d'água e lançou-o no rio deixando à sua irmã Miriã a responsabilidade de vigiá-lo. O bebê foi encontrado pela filha do Faraó que vinha para seu banho. Miriã aproximou-se e sugeriu a ela que tomasse sua mãe como ama do bebê. A princesa, que dera ao bebê o nome de Moisés, entregou-o aos cuidados da mãe até que estivesse desmamado. Moisés foi criado e educado na corte egípcia como filho adotivo da filha do rei.
A vida de Moisés é conturbada entre ser filho adotivo do Faraó e ser solidário com o povo israelita. Houve muitas histórias, sofrimentos e pragas até que o Faraó disse a Moisés que partisse com o povo. Finalmente os israelitas estavam livres para deixar a terra da escravidão e partir para a terra que Deus lhes havia prometido desde os dias de Abraão. E eles partiram confiando em Moisés que os guiava e em Deus que os protegia.
"Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor que ele hoje vos fará; porque aos egípcios que hoje vistes, nunca mais tornareis a ver. O Senhor pelejará por vós e vós vos calareis." (Êxodo 14:13-14)
Ao longo de toda a história de Israel, essa libertação poderosa com a travessia do mar Vermelho é considerada o ato supremo de Deus para a salvação do seu povo, enquanto a Páscoa é vista como o grande ato de redenção da escravidão no Egito.
Moisés conduziu o povo para bem longe e durante toda a longa peregrinação no deserto, a Bíblia diz que Deus ia à frente de seu povo. Mais tarde, a tenda ou tabernáculo de Deus seria o símbolo visível de sua presença.
Durante sua peregrinação pelo deserto Moisés subiu o Monte Sinai e recebeu do próprio Deus a tábua dos 10 Mandamentos. (Êxodo 20). Entretanto, ele teve que enfrentar muitos problemas para manter aquele povo dentro das Leis e evitar que eles adorassem outros deuses como o bezerro de ouro que Moisés, irado, reduziu a pó.
Seguindo as instruções que recebera no Monte Sinai Moisés mandou construir o tabernáculo para adoração. No centro havia uma tenda que se chamava "santo dos santos" e nela havia uma arca revestida de ouro onde foram depositadas as duas tábuas da Lei que Moisés havia trazido.
Todavia foram estabelecidas diretrizes rígidas para que o povo não pensasse que podia tratar a Deus de qualquer maneira. Somente sacerdotes escolhidos podiam servir no tabernáculo. Quando se armavam as tendas, as dos sacerdotes eram dispostas em torno da tenda de Deus. Além de simbolizar a presença de Deus entre seu povo, o tabernáculo servia de proteção contra o contato mais íntimo da presença arrebatadora e santa de Deus.
Aquele povo tinha muitas lições amargas a aprender durante sua peregrinação pelo deserto como falta de água ou de comida, mas os autores enfatizam o fato de que Deus desejava morar com seu povo para protegê-lo e salvá-lo.
O Êxodo termina com a conclusão das obras do tabernáculo.
"Então a nuvem cobriu a tenda da consagração, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo." (Êxodo 40:34).
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