A ÁRVORE – DOUMERVAL TAVARES FONTES

Era a bem pouco uma árvore possante
Está no chão agora derrubada;
Cem anos derramou na longa estrada
A sombra onde abrigou-se o caminhante.

E em cada ramo e em cada galho, e em cada
Tronco, que na fogueira em breve instante
Se consome, houve um berço balançante;
Houve um ninho de amor da passarada.

E agora da árvore somente existe,
A lembrança na cruz singela e triste,
Erguida ali naquele picadeiro...

Oh árvore morreste, mas no entanto,
Eu sei de alguém que a tarde em mudo pranto,
Orvalha e beija a cruz de teu madeiro!



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