MATA VIRGEM
DORONI HILGENBERG

Ouça por entre os vastos arvoredos
No silêncio da mata virgem verdejante
Uma brisa tão suave entre os galhos
E o mais belo cantar da passarada.

Ouça a magia da mata virgem
Ao entardecer ou mesmo à noitezinha
Os gênios se encarregam de uma festa
E os pirilampos são estrelas ambulantes.

Ouça... já ouviste esta bela melodia
Entre os galhos das palmeiras e dos pinheiros
Ouça, como fazem uma orquestra em sintonia
Com os gênios e os duendes da floresta.

Ouça, este rugido tão distante
Vibrando na solidão da mata virgem
Será leão, será um tigre ou elefante?
Será um gênio que se passa por gigante?

Ouça o eterno rio que murmurante
Segue seu caminho entre curvas e depressões
Despejando imensas águas cristalinas
Na cascata como mágicas canções.



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