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A ave no parapeito do terraço, piou. Alegre quer acordar, para a vida, a moça, que esqueceu de viver.
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Chuva torrencial na tarde morna de domingo. A loja de brinquedos se iluminou e se embelezou com suas luzes. Lembrei-me de você. Seríamos tão felizes!
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Djanira Pio Cansada de ouvir o choro de uma criança, a fada saiu de seu lugar e apareceu. - Menina Boba, por que chora tanto? - Eu choro porque não tenho asas... - Menina Boba, por que você queria asas? - Com as asas eu poderia voar por toda a extensão do Globo, longe das cercas, dos muros que os homens colocaram para delimitar territórios. Conheceria diferentes paisagens e pessoas, da neve à terra árida, vales profundos e picos altíssimos. Conheceria o mundo de Deus. - Menina Boba, não sabe que para locomo-ver-se tem suas pernas? Para pensar tem sua cabeça? Com sua alma pode sonhar os mais lindos sonhos? Pegue esse lenço bordado e enxugue as lágrimas. A fada entregou a ela o lencinho encantado, que eliminou toda a tristeza de sua condição humana. |
