ESFINGE
Antonio Carlos Santos Rocha
seminale2@ig.com.br

Indago a ti silenciosa, esfinge oculta de minha mente
Porque, cruel, cerceias que eu siga meu caminho?
Minha alma,de amor e afeto,vive,assim,tão somente...
O meu paraíso, estranha alada criatura, busco sozinho.

Amedronta-me, em teu cerne, teus olhos penetrantes,
Que, desvendam, no fundo, meus segredos, fantasias...
Mas, pobre de minha alma, que de amor, é mero infante
E, da paz de meu sofrido coração, um bem me restaria

Sem compaixão, num extremo gesto de largo rancor
Disseste, cruel esfinge, na ânsia de aniquilar o meu ser...
Sou a morte de tua esperança, oh! Inocente e pobre amor!
No que meu coração desistindo da vida, lento, parou de bater...

Quando a alegria parecia desaparecer ante rude desejo
Ah! que Deus levou para longe a algoz , trazendo a calma
E minha vida retornou a ventura e do encanto, um lampejo...
Morrera, enfim a esfinge da mente, cárcere de minha alma!



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