RU(G)AS
Abílio Pacheco
abilioescritor@uol.com.br

Flanarei pela "existência" da cidade
por sobre as águas
(nunca mais pela calçadas,
hoje submersas nas ruas)
sobre a vida que sua da pele
dos meus poucos tantos anos.

Já nem flano mais (com o coração
exilado de mim) por entre os transeuntes.
Talvez eu é que não exista (nem resista)
nesta cidade, nesta praça (quem sabe
noutra praça doutra cidade), como este vão
entre as pessoas nos bancos, este vão
do canudo num copo de guaraná.



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