Coçando a cabeça para enfrentar “o futuro”.

head-scratch

Nunca foi fácil, mas em 2014 as coisas complicaram bastante!
De um lado custos que não param de subir ou no mínimo impossíveis de cortar, como impostos, aluguéis, taxas. E do outro lado o mercado cortando custos em tudo, a tecnologia e informação, que parecem conspirar contra o sucesso de quase qualquer iniciativa empresarial.

A tecnologia e informação estão tão disponíveis hoje, que tornam uma grande quantidade do trabalho tão acessível ao ponto de dispensar a contratação de empresas especializadas. Uma pesquisa no Google e encontra-se um tutorial passo a passo com todos os arquivos necessários para a execução do job. Não só o nosso job, mas o de quase qualquer um. Encontra-se prontinho na internet textos de advogados, planos de comunicação, projetos de arquitetos, palestras, aulas, orientações para construção e conserto de qualquer coisa, dicas fiscais e uma infinidade de outras coisas.
Para cada uma delas, é um profissional ou empresa que deixou de ser consultada e paga para trabalhar.

Um computador comprado no Extra Supermercado em 10 x de 90 reais, é capaz de trabalhar muito bem, e sem falar em pirataria, é possível alugar softwares por mês e uso. Um smartphone filma em HD full com slow motion e qualidade. Fica difícil.
Lógico que um esquema destes não é capaz de produzir grandes produções, mas pressionados pelos clientes, cujo controle cada vez é mais financeiro, rareiam as grandes produções. Tudo tem que ser rápido e barato, o que conspira contra os mais capazes, experientes e bem instalados, pois existem menos trabalhos de excelência e não se consegue extrair deles o dinheiro necessário para bancar uma excelência para ficar a disposição.

Não só no Brasil, mas no mundo todo está acontecendo isso. Sem falar que a definição de excelência também mudou e chegou nas nuvens, pois com os grandes estúdios produzindo filmes em computação de 400 milhões de dólares, o nível é tal que a publicidade não consegue financiar constantemente o mesmo patamar. Tem uma ou outra produção anual e geralmente a produtora vai a falência no final do processo.

Aqui no Brasil a publicidade mudou bastante o perfil, os anunciantes médios ficaram sem espaço, as agências médias perderam muitas de suas receitas. Hoje a TV prefere vender grandes projetos para poucos e grandes clientes. São coisas como “Campeonato Sul Americano de Peteca Infantil”, ou “Festival Brasileiro de Verão”, em pacotes com grandes patrocinadores, sempre os mesmos. São pacotes valiosos, fora do alcance dos médios. Neste contexto só quem consegue ganhar dinheiro são as grandes agências multinacionais, tipo operadoras logísticas de comunicação de grandes clientes. As outras tem que rebolar, fazer coisas completamente fora de sua idéia inicial, geralmente ligadas aa Internet e assim que conseguem algum sucesso, são compradas pelas multinacionais!

Tudo isto estava previsto, vários filósofos já pensavam sobre isso, como Domenico de Masi em “O Futuro do Trabalho”. Estamos vivendo este futuro. Estão sofrendo as empresas, os profissionais. O emprego no Brasil, com suas leis antigas e ineficientes, esta diminuindo, ter empregados hoje em dia é uma façanha suportada por poucos empreendimentos. Bem pagos então… tanto é que o sonho da juventude hoje é o concurso público.

Aqui na Imagina conseguimos superar as dificuldades do ano e estamos sempre nos preparando para enfrentar o futuro. Ao longo dos últimos anos, mesmo mantendo o perfil de publicidade, conseguimos diversificar e dividir nosso trabalho e receita entre publicidade, institucional, engenharia e outros. Além de 3D, F/X, Desenho Animado, Animações, Ilustrações e Animatics, estamos filmando institucionais e fazendo filmes técnicos.
Estamos mantendo os custos fixos baixos com a utilização de profissionais freelancers, montando equipes de acordo com a complexidade e necessidade de cada projeto. Na onda da globalização e a facilidade das comunicações, estamos fazendo o processamento de imagens na China, o que é muito mais eficiente e econômico.

Estamos dando nó em pingo d’água, tudo para nos adaptarmos e estarmos preparados para atender este mercado doido que aí está.

Agradecemos aos nossos clientes, aos profissionais e amigos que tem tornado esta tarefa menos árdua e possível. Em 2015 a Imagina completará 15 anos no mercado, esperamos que cada vez mais preparada e adequada para este “futuro” e sempre pronta para encarar os desafios de cada produção.

Feliz 2015 e sorte para todos nós.

Equipe Imagina

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