Archive for Mario Barreto

Imagina no Rio2C 2019

A Imagina esteve presente no Rio2C. Vi várias palestras, encontrei muitos profissionais, foi um sucesso!

 

IMAGINA NEWS 2019/1

Desde o final de 2018 a Imagina está operando em conjunto com o meu novo negócio, o Digital Brain Lab. Estou me dividindo entre a Barra da Tijuca e o Flamengo, por enquanto. A tendência é a de que no futuro as operações se misturem em um só endereço.

A Digital Brain foi criada para o trabalho de LAB digital, mais técnico, que é o Ingest, Storage, Backup em LTO, Conform, Down Converting, DCP, Edição e outros, e se integra com a Imagina, a Cinerama Brasilis, a Butterflies in the Stomach (site em desenvolvimento), que são as produtoras de meus sócios e amigos. Juntos estamos nos completando e é ótimo para os nossos clientes.

A quantidade de talento e equipamento que juntamos é impressionante.

Em Novembro e Dezembro passados fizemos um Filme Institucional para a BR Distribuidora, com 4 diárias, ficou bem legal. Produção da Cinerama Brasilis e Finalização da Digital Brain Lab. Eu e o Mário Nakamura fizemos o Roteiro, Direção, Montagem e Efeitos.

Depois juntos já nos jogamos na produção de uma campanha para a Adria e Grey Brasil, com a Produção da Cinerama Brasilis, só que este eu não dirigi, apenas finalizei e fiz o VFX. Se tiverem tempo cliquem em: http://www.clubedecriacao.com.br/ultimas/detalhes-que-alimentam-a-vida/?fbclid=IwAR3Big5pySxLwk5IspFC_elvKpRCfYv4l10PAd-xC29UKgKIS38pLo9C6l8

A Imagina fez animações para a Natura e Agência África SP e durante os últimos 3 meses estávamos envolvidos na realização do curta metragem do Diretor Marcelo Giannini, Fotografias, que estreou na segunda dia 29, quando fizemos uma exibição na Cinemateca do MAM. Neste trabalho a estreante Butterflies in the Stomach fez a Produção e Direção, com a Digital Brain Lab fazendo a finalização, DCP e VFX.

Para a Azul Linhas Aéreas a Imagina fez um filme promocional.

Na virada do ano, juntos trabalhamos para o evento Projeta Rio, que fez projeções mapeadas no Cristo Redentor.

Também gravamos o show especial de aniversário do Wagner Tiso, com extras também especiais, e isso se transformará em um especial para o Canal Brasil.

Vejam acima algumas imagens dos jobs que citei.

Obrigado sempre pelo carinho e atenção que você sempre nos dedicou e estamos aí, para trabalhar. O ano de 2019 será grande para todos nós! Vibremos positivamente.

Abraços e muito obrigado.
Mário Barreto

Guilherme e o Léo Unicórnio

O Artista Guilherme de Souza é amigo, colaborador constante e parceiro da Imagina, onde fizemos alguns trabalhos juntos, todos com muito sucesso. Ilustrador, Cartunista e gente boa, morador da “Cidade Sorriso” (Nitheroy) e devorador de hambúrgueres.
Este é um dos perfis que podemos fazer do Guilherme.

Curti demais o seu primeiro HQ, a Última Bailarina Contra-Ataca, e estou muito feliz em ver que ele está com disposição para muitos mais.

Fiz algumas perguntas para o cara:

1 – Guilherme, conte prá gente o que é o projeto Leo Unicórnio.

LEO é a minha nova HQ. Onde conto a história de um unicórnio alegre e cheio de ginga, que sonha em ser campeão de pole dance. Mas, quando um terror ancestral desperta querendo dominar o mundo, Leo precisa escolher: o pole dance ou lutar contra as forças do mal.

2 – Porque escolheu a plataforma Catarse?

Para quem não conhece, o Catarse é uma plataforma de financiamento coletivo. Centenas de artistas conseguem financiar seus projetos através de campanhas na plataforma e seus apoiadores.

No meu caso, optei por utilizar o catarse por 3 motivos:

1 – o mercado editorial está passando por um período de crise. Está cada vez mais difícil para novos autores conseguirem ter suas obras publicadas por grandes editoras. O Catarse é uma alternativa incrível e simples, principalmente para aqueles que podem fazer sua própria distribuição (indo a eventos e deixando seu material em pequenas lojas).

2 – O Catarse conta com projetos de artistas incríveis de todo o país. Ter uma campanha na plataforma é uma vitrine de divulgação para o artista e sua obra.

3 – Em 2016 financiei minha primeira HQ (A Última Bailarina Contra-Ataca) pela plataforma e foi um sucesso. Espero repetir o feito com LEO.

3 – Conte como foi a história da Bailarina?

LEO na verdade é um derivado da série de HQs A Última Bailarina. Nela acompanhamos as desventuras de uma bailarina desmiolada, um urso de pelúcia desbocado e um unicórnio tentando sobreviver a um apocalipse zumbi. A série é sucesso de público e crítica, recebeu o Troféu HQMix na categoria Melhor Publicação de Humor e caminha a passos largos para virar uma série animada.

LEO conta a origem do unicórnio que compõe o trio de A Última Bailarina. Um conto cheio ação e humor que se passa antes dos acontecimentos de A Última Bailarina.

4 – Quais são os planos para o futuro

A curto prazo é lançar a edição impressa de LEO na próxima CCXP de São Paulo. Logo em seguida pretendo dar continuidade a produção do próximo livro da série A Última Bailarina, com lançamento previsto para dezembro de 2019. Depois disso vou focar na produção audiovisual da série e ver o que consigo colher dessa iniciativa.

Tenho também outros projetos na gaveta que pretendo transformar em realidade, mas… uma coisa de cada vez.

Valeu Guilherme, eu e a Imagina desejamos todo o sucesso do mundo e estamos na lista apoiando todos os seus projetos.

Visite www.catarse.me/leounicornio, conheça e o projeto e garanta seu exemplar de LEO.

Mário Barreto

Alias PowerAnimator

A decisão, lá atrás, meio dos anos 90, de comprar Workstations Silicon Graphics foi guiada pela necessidade de pular no barco da Composição Digital, uma então nova área na produção de imagens e que só era possível de ser realizada nesta categoria de computadores. Não pensávamos em usar as máquinas para fazer 3D. Aqui no Brasil elas eram caríssimas e como tínhamos muitos assentos de animação, não teríamos como dar uma Silicon para cada animador. E estávamos satisfeitos com os 3D MAX. Ih! Vejo agora que vou falar do PowerAnimator antes de falar do MAX… Sem problemas, depois falo disso.

Mas com as máquinas instaladas e funcionando, o Roberto Ribeiro, brasileiro então trabalhando na Alias, parcelou, fez um precinho e acabamos comprando uma licença de PowerAnimator para sentir o gostinho de trabalhar em 3D em highend. Até porque nossa grande concorrente de então, a VetorZero, estava fazendo grandes filmes como o “totó” (pebolim não existe) da CocaCola, usando TDI Explorer.

Antes um pouco de história… a Alias foi mais uma empresa que nasceu depois do big bang da Abel & Associates/Omnibus. Maior galera ficou sem emprego e como este mercado ainda não existia, cada um abriu o seu negócio. A Alias foi fundada e se desenvolveu em torno das necessidades de seu primeiro cliente, a indústria de automóveis. Eles tinham dinheiro e necessidade de começar a projetar automóveis no computador. Por isso a Alias tinha ferramentas tão boas de modelagem em NURBS. Muito melhores para desenhar carrocerias em linhas fluidas do que a modelagem poligonal. Era uma das grandes highend de então, junto com a Softimage, a Wavefront e a TDI.

A Alias juntou-se com a Wavefront, formando a Alias Wavefront e o PowerAnimator virou o seu produto de batalha. O poder da modelagem do Alias, somado as capacidades procedurais do Wavefront. Como eu já disse anteriormente, quando a SGI sentiu a panela ferver com a compra da Softimage pela Microsoft, ela acabou comprando a Alias Wavefront + a TDI Explore, para com isso iniciar o projeto Maya. Deixemos o Maya para depois.

Instalamos o PowerAnimator e NUNCA fizemos um só trabalho com ele. Não tínhamos Onyx e o desempenho dele em nossas máquinas, comparado ao trabalho dos PC’s rodando 3DMAX era sofrível. Lento de render, lento de animar, lento de tudo. Nos PC’s podíamos espalhar o render em umas 20 máquinas. Sem falar que teríamos que treinar  os animadores para um novo sistema. Além disso, o mercado tinha muito mais trabalho, mas não era um volume de jobs para highend, era de uma qualidade que conseguíamos atender usando um software mais barato e mais rápido.

Dito isto, o PowerAnimator ficou por lá enfeitando as máquinas e prateleiras, já que eram trocentos manuais impressos que acompanhavam o produto. Enchiam uma grande prateleira Fiz os cursos, aprendi a usar mas na real ele só enfeitou. Como nossos clientes não sabiam de fato o que usávamos, e a finalização de tudo passava pelo Flint e Media Illusion, alguns saiam com a impressão de que estávamos usando o 3D highend em tudo. Ilusão. Serviu para isso e como base para o entendimento do MAYA, que uso até hoje.

Não que o software seja ruim, ao contrário, era ótimo e usado por todas as grandes produtoras do mundo em sua época. Inclusive continuou sendo usado por elas até o Maya se acertar, o que demorou umas 3 versões. Nós é que não tivemos condições de aproveitá-lo direito. O South Park, surpreendentemente, era todo animado em PowerAnimator.

Mário Barreto

MATADOR, ADVANCE, FLINT

Então… continuando depois de uma pausa com muito trabalho, com os textos sobre a evolução cronológica dos softwares e equipamentos que usei até hoje.

A produtora perdeu dois sócios, Sérgio Fiúza que foi para a Globosat e Alexandre Sadcovitz que foi para a TV Globo.  Continuamos eu e o Thomas Wilson e resolvemos dar o próximo passo que foi comprar Silicon Graphics, Betacam Digital e softwares high-end para rodas nestas máquinas.

Nós já frequentávamos NABs e Siggraphs, de onde voltávamos cheios de gás e com vontade de comprar tudo. Tudo não dava, mas o Thomas conseguiu um crédito e de uma tacada só investimos meio milhão de dólares para um pacote que incluia as máquinas, os softwares, os acessórios, a nova sala, a instalação e até uns anúncios no Meio&Mensagem. Mandamos bala!!!!

Para as máquinas de vídeo Sony convocamos Marcos Sarubbi e Padilha! Grande Padilha. E para os computadores e softwares compramos com o Flávio Bahia. Ah! Compramos também um Abekas Diskus, um DDR com incríveis 1 minutos de vídeo digital em SD… e que custou os olhos da cara. Este compramos com o Guilherme.

Fora a demora com a carta de crédito com com a CACEX, vocês não imaginam a burocracia que era nesta época, tudo estava indo bem até que rolou uma super greve em Campinas e parte dos equipamentos ficou no pátio, na chuva, em Viracopos por semanas. Este sempre foi o custo Brasil…

Parallax Matador Interface

Escolhemos comprar Parallax Matador e Advance. Vimos um demo na NAB e ficamos loucos com as capacidades dos softwares. O Matador era utilizado pela ILM e foi a primeira vez que vi um motion track funcionando. Era coisa do demônio. O demo era colocar um brinco na orelha de uma modelo, seguindo o furo da orelha e o resultado era de deixar babando. O Matador era muito capaz e completo, fazia absolutamente tudo e foi uma ferramenta incrível.

O Advance já veio um pouco cru, mas rapidamente evoluiu e virou a minha ferramenta de composição preferida até hoje. Ele trouxe ao mundo este esquema de editar em árvores e era uma delícia de usar. Tudo nele era mais fácil de usar do que no Flint/Flame/Inferno. Usei até não aguentar mais e vender as SGI. Tenho saudade dele e nenhum outro software, mesmo os parecidos, conseguiram ocupar o seu lugar no meu coração.

Advance – Media Illusion

Começaram rodando na Indigo 2 Extreme e depois passamos eles por Indy, O2 e Octanes. Deu confusão porque o representante brasileiro não passou o pagamento aos ingleses da Parallax e então o Flavio Longoni ficava tendo que trocar licenças todo mês. Um saco e injusto, pois todos sabiam que havíamos pago. O Flavio Bahia explicou que a greve acabou com o seu fluxo de caixa mas não adiantou. Sendo assim, ele ofereceu a troca de tudo por um Discreet Logic Flint, com dongle, sem esta coisa de licença expirar! Topamos e tivemos o primeiro Flint da AL, rodando lá na Torre do Rio Sul. Preço? 60K doláres. Eita!

Perdendo o cliente a Parallax fez uma oferta imbatível para ficarmos com o Matador e Illusion operando e compramos outra Silicon para eles. Ainda bem, eu sempre gostei mais deles do que do Flint. Quem nos suportava no Flint/SGI? Carlos Tibúrcio, Mônica, Francisco Lima, Geraldo, Sônia Barbosa.

O problema é que a Discreeet era uma powerhouse perto da Parallax. O Flint era mais caro, exigia uma máquina mais cara mas  rodava muito redondo. O softwares da Parallax eram menos exigentes e acabavam dando mais pau. Tinham muito mais engenheiros trabalhando no Flint do que no Advance de modo que ele era menos sólido. Venderam tudo para a Avid, que renomeou o Advance para Avid Media illusion.

Deste conhecimento nasceram o Shake, o Combustion, o Avid XSI

O Thomas tem ainda o Flint e eu talvez consiga colocar ele para rodar ainda, se a Indigo ligar.

Muitos profissionais trabalharam comigo nestas máquinas, Ute Volmman, Daniella Amaral, Paulo Galvão, Líbero Saporetti, Levi Luz e outros. Ganhamos muitos prêmios, até internacionais.

Neste início a edição digital não era tão integrada com a composição digital, simplesmente porque as máquinas não tinham muitos minutos em real time.

E para ter algum realtime tínhamos que montar Arrays em SCSI3 e só quem passou pelo terror destes cabos e conectores sabe a meleca que isso é. E colocar SGI Galileo em genlock, outra batalha que vencemos.

Vejam um demo da época:

Uma época muito boa, com muitos trabalhos. No atendimento da produtora nesta época tivemos Mosana Marins, Mario Nakamura e finalmente a Karina Rei que hoje é minha sócia aqui na Imagina. Nestes áureos tempos a produtora chegou a ter mais de 30 funcionários e fazíamos uma média de 12 jobs por mês. Bem pagos jobs por mês. É, era uma beleza.

to be continued…
Mário Barreto