Archive for Produção, Arte e 3D

Caio na Imagina!

Caio Marcelino é o nosso novo colaborador. Graduando na ESPM RJ, começa como estagiário na área de Mídias Sociais das produtoras do nosso Grupo.

Aqui ele nos ajudará com a comunicação estratégica e criativa, usando as oportunidades em On e OFF que estão ao nosso alcance. Nos foi indicado pela querida amiga e professora Koca Machado!
Começamos 2020 a mil por hora.

Sucesso Caio e obrigado Koca!

Boas Festas, Feliz 2020!

Arqueologia da Imagina – Demo 2004

Hoje, em uma pesquisa para um job aqui na Produtora, tive que mergulhar nos arquivos do Youtube e lá estão fitas demo da Imagina desde de 2004. Antes o portfólio era mostrado em VHS e CDROM, acho que a de 2004 é a primeira que temos no Youtube. Bem, para vcs terem uma idéia, o Youtube só foi fundado em 2005! Deixo aqui como curiosidade.

Tem créditos, mas não deixo de agradecer ao Greco, Kaddé e Karina. Tinha muito mais trabalho do que hoje!!!!!

Semana que vem coloco as outras que cavamos lá.

https://www.youtube.com/watch?v=DaUDiYI2RNw

Guilherme e o Léo Unicórnio

O Artista Guilherme de Souza é amigo, colaborador constante e parceiro da Imagina, onde fizemos alguns trabalhos juntos, todos com muito sucesso. Ilustrador, Cartunista e gente boa, morador da “Cidade Sorriso” (Nitheroy) e devorador de hambúrgueres.
Este é um dos perfis que podemos fazer do Guilherme.

Curti demais o seu primeiro HQ, a Última Bailarina Contra-Ataca, e estou muito feliz em ver que ele está com disposição para muitos mais.

Fiz algumas perguntas para o cara:

1 – Guilherme, conte prá gente o que é o projeto Leo Unicórnio.

LEO é a minha nova HQ. Onde conto a história de um unicórnio alegre e cheio de ginga, que sonha em ser campeão de pole dance. Mas, quando um terror ancestral desperta querendo dominar o mundo, Leo precisa escolher: o pole dance ou lutar contra as forças do mal.

2 – Porque escolheu a plataforma Catarse?

Para quem não conhece, o Catarse é uma plataforma de financiamento coletivo. Centenas de artistas conseguem financiar seus projetos através de campanhas na plataforma e seus apoiadores.

No meu caso, optei por utilizar o catarse por 3 motivos:

1 – o mercado editorial está passando por um período de crise. Está cada vez mais difícil para novos autores conseguirem ter suas obras publicadas por grandes editoras. O Catarse é uma alternativa incrível e simples, principalmente para aqueles que podem fazer sua própria distribuição (indo a eventos e deixando seu material em pequenas lojas).

2 – O Catarse conta com projetos de artistas incríveis de todo o país. Ter uma campanha na plataforma é uma vitrine de divulgação para o artista e sua obra.

3 – Em 2016 financiei minha primeira HQ (A Última Bailarina Contra-Ataca) pela plataforma e foi um sucesso. Espero repetir o feito com LEO.

3 – Conte como foi a história da Bailarina?

LEO na verdade é um derivado da série de HQs A Última Bailarina. Nela acompanhamos as desventuras de uma bailarina desmiolada, um urso de pelúcia desbocado e um unicórnio tentando sobreviver a um apocalipse zumbi. A série é sucesso de público e crítica, recebeu o Troféu HQMix na categoria Melhor Publicação de Humor e caminha a passos largos para virar uma série animada.

LEO conta a origem do unicórnio que compõe o trio de A Última Bailarina. Um conto cheio ação e humor que se passa antes dos acontecimentos de A Última Bailarina.

4 – Quais são os planos para o futuro

A curto prazo é lançar a edição impressa de LEO na próxima CCXP de São Paulo. Logo em seguida pretendo dar continuidade a produção do próximo livro da série A Última Bailarina, com lançamento previsto para dezembro de 2019. Depois disso vou focar na produção audiovisual da série e ver o que consigo colher dessa iniciativa.

Tenho também outros projetos na gaveta que pretendo transformar em realidade, mas… uma coisa de cada vez.

Valeu Guilherme, eu e a Imagina desejamos todo o sucesso do mundo e estamos na lista apoiando todos os seus projetos.

Visite www.catarse.me/leounicornio, conheça e o projeto e garanta seu exemplar de LEO.

Mário Barreto

Alias PowerAnimator

A decisão, lá atrás, meio dos anos 90, de comprar Workstations Silicon Graphics foi guiada pela necessidade de pular no barco da Composição Digital, uma então nova área na produção de imagens e que só era possível de ser realizada nesta categoria de computadores. Não pensávamos em usar as máquinas para fazer 3D. Aqui no Brasil elas eram caríssimas e como tínhamos muitos assentos de animação, não teríamos como dar uma Silicon para cada animador. E estávamos satisfeitos com os 3D MAX. Ih! Vejo agora que vou falar do PowerAnimator antes de falar do MAX… Sem problemas, depois falo disso.

Mas com as máquinas instaladas e funcionando, o Roberto Ribeiro, brasileiro então trabalhando na Alias, parcelou, fez um precinho e acabamos comprando uma licença de PowerAnimator para sentir o gostinho de trabalhar em 3D em highend. Até porque nossa grande concorrente de então, a VetorZero, estava fazendo grandes filmes como o “totó” (pebolim não existe) da CocaCola, usando TDI Explorer.

Antes um pouco de história… a Alias foi mais uma empresa que nasceu depois do big bang da Abel & Associates/Omnibus. Maior galera ficou sem emprego e como este mercado ainda não existia, cada um abriu o seu negócio. A Alias foi fundada e se desenvolveu em torno das necessidades de seu primeiro cliente, a indústria de automóveis. Eles tinham dinheiro e necessidade de começar a projetar automóveis no computador. Por isso a Alias tinha ferramentas tão boas de modelagem em NURBS. Muito melhores para desenhar carrocerias em linhas fluidas do que a modelagem poligonal. Era uma das grandes highend de então, junto com a Softimage, a Wavefront e a TDI.

A Alias juntou-se com a Wavefront, formando a Alias Wavefront e o PowerAnimator virou o seu produto de batalha. O poder da modelagem do Alias, somado as capacidades procedurais do Wavefront. Como eu já disse anteriormente, quando a SGI sentiu a panela ferver com a compra da Softimage pela Microsoft, ela acabou comprando a Alias Wavefront + a TDI Explore, para com isso iniciar o projeto Maya. Deixemos o Maya para depois.

Instalamos o PowerAnimator e NUNCA fizemos um só trabalho com ele. Não tínhamos Onyx e o desempenho dele em nossas máquinas, comparado ao trabalho dos PC’s rodando 3DMAX era sofrível. Lento de render, lento de animar, lento de tudo. Nos PC’s podíamos espalhar o render em umas 20 máquinas. Sem falar que teríamos que treinar  os animadores para um novo sistema. Além disso, o mercado tinha muito mais trabalho, mas não era um volume de jobs para highend, era de uma qualidade que conseguíamos atender usando um software mais barato e mais rápido.

Dito isto, o PowerAnimator ficou por lá enfeitando as máquinas e prateleiras, já que eram trocentos manuais impressos que acompanhavam o produto. Enchiam uma grande prateleira Fiz os cursos, aprendi a usar mas na real ele só enfeitou. Como nossos clientes não sabiam de fato o que usávamos, e a finalização de tudo passava pelo Flint e Media Illusion, alguns saiam com a impressão de que estávamos usando o 3D highend em tudo. Ilusão. Serviu para isso e como base para o entendimento do MAYA, que uso até hoje.

Não que o software seja ruim, ao contrário, era ótimo e usado por todas as grandes produtoras do mundo em sua época. Inclusive continuou sendo usado por elas até o Maya se acertar, o que demorou umas 3 versões. Nós é que não tivemos condições de aproveitá-lo direito. O South Park, surpreendentemente, era todo animado em PowerAnimator.

Mário Barreto